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Os Arquivos de Axel: Encontrando Lunia

Jerry Bader
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Nesse ramo, você conhece todos os tipos de pessoas; alguns, que podemos chamá-los de civis, são sujeitos comuns, a quem os políticos se referem como "povo"; então temos os excêntricos, os tipos peculiares, pessoas com pecadilhos insólitos: o que um grande amigo meu poderia chamar de "pessoas que assustam os cavalos." Alguns deles podemos chamar de "desesperados": eles chegam até mim porque se encontram em uma situação por vezes criadas por eles próprios e outras vezes... bem... digamos, em situações impostas a eles. Em cada caso, eles guardam segredos: algo que gostariam de esconder das autoridades e de mim, como crimes, contravenções, percalços ou mal-entendidos. Os casos sempre são sobre uma dessas duas coisas: dinheiro ou mulheres, mas às vezes nem dinheiro nem mulheres vêm na forma que você esperaria, o que me leva ao exemplo de "Encontrando Lunia."


Tudo começou em um dia quando Jacob Lerner, um jovem artista australiano apelidado de Garbo, entrou no meu escritório carregando uma pintura. Não apenas qualquer tela, mas uma obra-prima que ele alegou ter encontrado no lixo de um beco em Montmartre. Se fosse original, seria uma das cinco obras-primas roubadas do Musée d'Art Moderne de la Ville de Paris, em uma noite quente da primavera de 2010, pelo renomado e famigerado assaltante, L'Araignée, O Aranha.


A pintura é um retrato de Lunia Czechowska pintado por Modigliani e uma das cinco obras-primas expressionistas roubadas por L'Araignée e supostamente despejada no lixo por um parceiro nervosinho que deveria protegê-las, não que alguém em sã consciência realmente acreditasse que um sujeito jogaria no lixo cem milhões de dólares em arte. Normalmente, sou contratado para encontrar algum objeto perdido, roubado ou extraviado, mas, neste caso, foi o item que me encontrou, ou assim o meu cliente australiano alegou. Se você acredita na história que aconteceu em um tribunal de Paris em 2017, então faria senti

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